Biofeedback

Biofeedback é uma ferramenta terapêutica de conscientização e relaxamento que permite às pessoas desenvolver a capacidade de autorregulação, ou seja, controlar voluntariamente funções fisiológicas que não estão sob seu controle.

 

As principais informações fisiológicas captadas pelo aparelho de biofeedback são tensão muscular, frequência cardíaca, temperatura do corpo, pressão arterial e atividade elétrica cerebral. Desse modo, o tratamento possibilita controlar reações fisiológicas e emocionais por meio de efeitos luminosos e sonoros.

 

Como o biofeedback é feito?

 

Em primeiro lugar é feita uma análise do paciente, com informações sobre seu histórico e a realização de testes. Para isso, são utilizados aparelhos sensíveis que captam sinais vindos do organismo. Então, através de gráficos, imagens ou sons em tempo real, é possível acompanhar se os resultados estão dentro do esperado e ajustar o que for necessário. Assim, com as demais sessões, o paciente pode começar a identificar o movimento que antes era involuntário e parar a controlá-lo.

 

Essas ações são importantes para recuperar o assoalho pélvico, pois muitos problemas podem ocorrer quando essa musculatura não funciona corretamente. Para que isso aconteça, é necessário ter:

 

  • Força (capacidade de apertar);
  • Resistência (conseguir segurar o aperto por bastante tempo);
  • Explosão (capacidade de contrair e relaxar rapidamente);
  • Coordenação motora (contrair de jeitos diferentes);
  • Propriocepção (capacidade de sentir sua própria musculatura relaxada e se movendo).

 

Os exercícios de reeducação e fortalecimento do assoalho pélvico são essenciais para que ele volte a funcionar bem, prevenindo, por exemplo, a incontinência retal (incapacidade de segurar as fezes e gases) e melhorando a dificuldade para evacuar.

 

Benefícios

 

O biofeedback pode trazer muitos benefícios para o paciente. Entre eles:

 

  • Uma terapia não-farmacológica, segura e eficaz;
  • Aumento da consciência da atividade psicofisiológica, reação e recuperação da estimulação;
  • Aprender a usar a relação entre pensamento, comportamento e funcionamento fisiológico;
  • Desenvolvimento da autorregulação psicofisiológica, que geralmente não é aprendida sem essa informação, mas que torna a aprendizagem desses processos mais rápida;
  • Aumento da auto-eficácia e da confiança da capacidade de autorregulação psicofisiológica.

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