Tratamento conservador da obesidade

A obesidade é um dos males característicos do nosso tempo. Devido ao excesso de oferta de alimentos altamente saturados de sódio (sal) e gorduras, é verdade, mas também em grande parte ao cotidiano agitado e dedicado quase que exclusivamente ao trabalho que muitas pessoas possuem.

Essa combinação tornou o sobrepeso uma crise epidêmica ao redor do mundo, e as doenças consequentes dele – inúmeros problemas cardiorrespiratórios, motores, endócrinos, etc. – tomam muitas vidas todos os anos.

Uma das maiores dificuldades relacionadas à obesidade é sua característica como um ciclo vicioso. É uma questão de lógica: Quanto mais obesa, mais difícil é para a pessoa reverter esse quadro. Cada quilo a mais não apenas deixa o paciente mais distante da meta ideal, como coloca literalmente uma carga a mais para ser retirada.

Devido a essa dificuldade, é bastante comum hoje que pessoas busquem tratamentos cirúrgicos para a obesidade, em variadas escalas. Como uma regra geral, os procedimentos contra a obesidade são considerados de acordo com o estágio da doença. Existem procedimentos que são menos invasivos, como o balão gástrico, e procedimentos mais invasivos, como a cirurgia bariátrica.

No entanto, nenhum deles é exatamente agradável, e, segundo apontam inúmeros estudos, a taxa de reganho de peso pode ser  alta. Mas por que isso acontece?

Porque nossa relação com a comida é, antes de tudo, psicológica. Acreditamos que comemos apenas porque queremos ou precisamos, mas não é bem assim que a mente humana funciona. Muitas pessoas possuem uma relação de compensação com a comida, ou seja, depositam no ato de comer a tentativa de sublimar ou resolver outras questões psíquicas. Ou, em outros casos, possuem objetivamente uma relação de vício com o ato de comer.

Nem todas as pessoas obesas necessariamente sofrem de algum tipo de distúrbio psicológico em relação a comida. No entanto, a abordagem psicoogica acaba sendo útil para todas elas no sentido de eliminar velhos hábitos e diminuir bastante a possibilidade de reganho de peso; algo tão comum em pessoas que depositam nas cirurgias todas as suas fichas, sem se preocupar em mudar o que causou o problema em primeiro lugar.

Por isso, é muito importante tentar e orientar, antes de qualquer outro tratamento, um tratamento conservador contra a obesidade. Esse tratamento comumente ocorre em três frentes:

  • Psicológica, onde o paciente receberá assistência de um profissional psicólogo para reorientar e transformar sua relação com a comida e o ato de comer;
  • Nutricional, buscando uma dieta para que o paciente pense no que está comendo com mais calma e ponderação, alimentando-se de forma mais saudável e balanceada;
  • Física, instituindo uma rotina de atividades acessíveis que ajudem o corpo a se movimentar e evitar um dos pilares da obesidade: o sedentarismo.

Dessa forma, com uma abordagem multifatorial, é possível atingir a meta ideal de peso do paciente de forma mais progressiva, menos traumática e possivelmente mais duradoura – talvez permanentes. Por isso, o tratamento conservador da obesidade deve ser sempre considerado a primeira linha de combate contra essa doença e deve acompanhar o tratamento cirúrgico.

Para saber mais sobre o assunto, entre em contato com a GASTROMED – Instituto Zilberstein. Nossos especialistas estão preparados para atendê-los.



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