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Novidades nas Cirurgias de Obesidade

Com a técnica Scopinaro, paciente não precisa se desfazer do prazer de comer!

Nas cirurgias de obesidade, que estão sendo praticadas no Brasil com freqüência cada vez maior, há dois processos que fazem com que o paciente perca peso: os restritivos - que, por conta da redução de estômago, fazem com que o paciente coma menos - e os desabsortivos - os quais, como o nome já diz, diminuem a absorção, e é onde esta nova técnica se insere.

A técnica Derivação Bíleo-Pancreática ou simplesmente técnica de Scopinaro, criada pelo médico italiano homônimo (Nicola Scopinaro), consiste em diminuir o intestino de 7m para cerca de 3m a 4m, sem mexer no estômago. Esta ação diminui a absorção e, conseqüentemente, o acúmulo de gordura e outras substâncias nocivas ao organismo.

A parte do intestino que fica isolada após a cirurgia permanece saudável pois, como a comida não passa por este trajeto, não existe o fator irritante.

Segundo o gastroenterologista e cirurgião da obesidade Dr. Prof. Bruno Zilberstein, "a grande parte dos pacientes que se submetem à gastroplastia redutora reclamam da questão de não poderem comer muito; aliás, comem pouco comparado aos padrões de antes da cirurgia e, por isso, perdem o prazer de sentar-se à mesa". Ele explica que, por causa deste fator, muitos ficam com receio de operar.

Na gastroplastia tradicional, parte do estômago é seccionado e não é mexido no intestino, tornando-a restritiva, já que restringe a ingestão de alimento.

A modalidade começou a ser utilizada no Brasil em escala recentemente. "Na Europa, e mais precisamente na Itália, a técnica de Scopinaro já vinha sendo usada com sucesso; no Brasil ela está no início, mas gerando excelentes resultados". O médico explica que geralmente utiliza o método em pacientes muito obesos, acima de 230 kg, que precisam obter rápida redução de peso por conta dos graves problemas de saúde decorrentes da obesidade. "Se eles não tiverem seu peso reduzido rapidamente, podem ter risco de morte", alerta o gastroenterologista.

Ele explica que nos pacientes de peso exageradamente elevado é muito complicado, psicologicamente analisando, de uma hora para outra, começarem a comer uma colher de arroz e outra de feijão, por exemplo. "Os hábitos alimentares deles são inimagináveis", atesta o Dr. Bruno.

Banda Gástrica Ajustável

Técnica é empregada no Brasil pela equipe do Prof. Dr. Bruno Zilberstein
Banda Gástrica Ajustável

Uma das modalidades de cirurgia de obesidade mais utilizadas, a Banda Gástrica é realizada através de videolaparoscopia, onde não existe a necessidade de grandes incisões, sendo, portanto, a recuperação do paciente rápida e os riscos menores. A internação consiste de um só dia e a pessoa pode voltar às suas atividades normais em um tempo muito curto. Nesta cirurgia, não há corte, tampouco retirada de parte do estômago. Em vez deste procedimento, é inserido um anel de silicone colocado para moldar e diminuir o volume do estômago, criando um efeito ampulheta. Após a intervenção cirúrgica, o paciente passa então a ingerir pequena quantidade de alimento.

Periodicamente, o paciente deve, ao ser analisado por seu médico, ajustar mecanicamente o diâmetro da banda através de um pequeno mecanismo localizado logo abaixo da pele com a finalidade de controlar a quantidade de alimento ingerido.

Através da nova Banda Gástrica Ajustável pode-se ajustar o diâmetro da banda instalada no estômago do paciente de forma magnética, por meio de mecanismo que não se utiliza de bateria. Um método menos invasivo, que não gera infecção e não é dolorido, além de possibilitar um ajuste fino e, conseqüentemente, auxiliar o processo de emagrecimento e melhoria da saúde.

Por intermédio de um computador na mesa do médico, o paciente insere seu cartão individual que possibilita ajuste fino na calibragem da banda.

Os três diferentes tipos de Cirurgia de Obesidade

Ao contrário do que muitos pensam, a redução de obesidade não é somente imperiosa por questões estéticas ou de melhor convívio social. É, antes de tudo, a tentativa de evitar outras enfermidades como problemas vasculares, varizes, dificuldade em andar e dormir, diabetes, hipertensão arterial, problemas cárdio-respiratórios, dor nas articulações, entre inúmeras.

O índice de mortalidade entre os obesos severos ou mórbidos é cerca de 10 vezes mais alto do que em pacientes não obesos. Ou seja, um fato alarmante que invoca, claramente, medida drástica para o não agravamento do problema.

Uma das formas mais eficazes de redução de peso é a cirurgia de obesidade que, nos últimos 10 anos, aperfeiçoou técnicas as quais propiciam excelentes e duradouros resultados, com poucas complicações e efeitos indesejáveis. Ao contrário do que muitos pensam, pode ser realizada de três formas diferentes: Gastroplastia Redutora, Banda Gástrica e Balão Intragástrico.

O primeiro tipo - Gastroplastia Redutora - é a mais conhecida das cirurgias redutoras. Trata-se retirada de parte do estômago, com a conseqüente diminuição do apetite e a sensação de saciedade com apenas uma quantidade pequena de alimentos ingeridos.

O segundo, Banda Gástrica, é realizado através de videolaparoscopia, onde não existe a necessidade de grandes incisões, sendo rápida a recuperação do paciente. A internação consiste de um só dia e a pessoa pode voltar às suas atividades normais em um tempo muito curto. Nesta cirurgia, não há corte, tampouco retirada de parte do estômago. Em vez deste procedimento, é inserido um anel de silicone que é colocado para moldar e diminuir o volume do estômago. Assim como na anterior, o paciente, após a intervenção cirúrgica, começa a ingerir pequena quantidade de alimento e os resultados são similares.

O terceiro método, mais recente, é a do Balão Intra-Gástrico, que consiste em um balão de silicone que é introduzido no estômago do paciente através do método endoscópico. Assim como as anteriores, diminui o volume gástrico (o balão mantém o estômago cheio), reduzindo também, conseqüentemente, a quantidade de alimento ingerido.

Em complementação ao tratamento, é muito importante que o paciente seja acompanhado, antes e depois da cirurgia, de psicólogo e nutricionista para que possa desenvolver, a partir daí, hábitos saudáveis e uma melhor qualidade de vida.

A estabilidade ocorre cerca de dois anos após a realização da cirurgia e a perda de peso é de cerca de 70%. No entanto, são bastante freqüentes os casos de diminuição de cerca de 90% a 100% do excesso de peso. É importante que a perda seja paulatina para que sejam evitadas situações de mal estar.

Como todo procedimento médico, a cirurgia no obeso traz consigo uma série de riscos; entretanto, deve-se ressaltar que a relação entre o risco e o benefício é sempre levada em conta no momento de se indicar um tratamento. O obeso severo ou mórbido, como o próprio nome já diz, apresenta algumas doenças em percentual maior que a população normal, e deve ser conduzido com extremo cuidado durante todas as etapas do pré, intra e pós-operatório.

Segundo o Prof. Dr. Bruno Zilberstein, coordenador do corpo de profissionais da clínica Gastromed, "nosso corpo de profissionais, composto por capacitados cirurgiões, psicólogos e nutricionistas, está amplamente habilitada em realizar todas as modalidades de cirurgia de obesidade. Nossa missão é oferecer ao paciente o que ele mais espera: uma melhor e mais saudável qualidade de vida. Para isto, investimos não somente em pessoal, mas também em equipamentos de ponta para a realização de todos os tipos de análises clínicas. É isto que nos impulsiona e nos motiva sempre".

Maiores detalhes podem ser obtidos através do e-mail relacoespublicas@gastromed.com.br..

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